Esta imagem surgiu num momento de hipnagogia, quando coloquei a cabeça no travesseiro e ela "pipocou" por trás dos olhos. Era um senhor idoso pilotando um pássaro autômato, com uma garota mais jovem (seria neta dele?), no cesto da embarcação.
A princípio a imagem era apenas um retrato de um sonho bonito, mas acabei percebendo que ela se encaixa perfeitamente num tipo de veículo usado no Nepcoutem: o zizerválido. No terceiro livro Mundo de Bhardo, o Reino Maldito, existe uma menção a eles, mas os que aparecem têm a forma de besouros. No quarto e último livro (em produção, minha gente, caminhando, caminhando!), haverá mais sobre essas máquinas e seu funcionamento... Quem sabe até uma viagem sobre elas?
Enfim, aí está! O zizerválido!
Em alta resolução aqui: http://livia-stocco.deviantart.com/art/Trip-with-my-metal-bird-497707386
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3 de dez. de 2014
Zizerválido
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21 de out. de 2014
CONCEITO DE PARGAIA
Já pensei em desativar este blog diversas vezes, mas a
verdade é que, ainda que eu seja preguiçosa e não escreva quase nunca, eu gosto
dele. Gosto das imagens do cabeçalho, desenhadas cuidadosamente e
com grande carinho. Gosto das cores e da textura que aplico como plano de
fundo. Gosto da sonoridade da palavra “Pargaia” e, sobretudo, gosto do significado
que o blog tem para mim.
Também tentei dar vida a outros blogs, mas nunca tive muito empenho
nem entusiasmo. Exceto pelo último que usei com mais frequência, o
“mundodebhardo.blogspot.com”, nenhum dos outros teve mais que uma ou duas
postagens. Alguns nem uma.
Nesta semana decidi recomeçar e tentar fazer uma última
tentativa de fazer o Pargaia funcionar. Então, se é pra recomeçar, quero fazer isso
do começo.
Pargaia era pra ser um espaço para colocar meus sonhos e
devaneios — aqueles que tenho acordada e também aqueles que tenho ao dormir. É
o lugar por onde a mente vaga quando está entre a lucidez e o sonho ao
colocarmos a cabeça no travesseiro. É, pra mim, de onde saem as cores do
pintor, as notas do músico, as letras do escritor, a inspiração para o artista.
Quando criei o blog em maio de 2006 eu buscava um espaço
para expor pedacinhos disso tudo: meus desenhos e pinturas e, talvez, alguns de
meus textos. Coloquei alguns desenhos, e vários já tirei do ar. Coloquei algumas
fotos e não aguentei mantê-las ali. E os textos… Bem, procurei mantê-los o
mais distante possível da publicidade por achar que não eram bons o bastante.
Mas isso mudou. Tomei coragem, e decidi compartilhar com
vocês um pouquinho mais dos sonhos que me movem todos os dias, tanto os que me
fazem desenhar quanto os textos. E vou contar como tem sido a experiência de me
lançar como escritora independente — sem editora, sem verba, sem auxílio de
marketing profissional nem nada assim. E, se alguém achar interessante ou de
alguma ajuda, que fique a vontade para opinar, perguntar, ou só pra ler mesmo.
X
26 de nov. de 2010
Casal Grego / Greek couple
Nos últimos tempos tenho pintado as imagens mais interessantes que surgem nos momentos em que caio na hipnagogia, carinhosamente batizada de "PARGAIA", e logo as colocarei aqui. Por enquanto só vou divulgar a primeira e mais antiga dessas imagens, que, aliás, foi criada a partir de uma imagem hipnopômpica (no momento do despertar, e não de adormecer). A representação tem dez anos e a anatomia não está das melhores...

Título: Casal Grego
Técnica: Sépia sobre sulfite
Dimensões: 21 x 29,7 cm
Data: 2000
This is the first image I painted from my hypnagogys moments, which I affectionately called PARGAIA. This is actually an hipnopompic image (I don't know if the english term is really this, but is an imagem that your mind create in the moment you just wake up, but is not really awake). The anatomy is not the best, 'cause the picture was made in 2000. I was 15, and more far from the perfection that I still am.
Greek couple, sepia on sulfite, 21 x 29,7cm, 2000.

Título: Casal Grego
Técnica: Sépia sobre sulfite
Dimensões: 21 x 29,7 cm
Data: 2000
This is the first image I painted from my hypnagogys moments, which I affectionately called PARGAIA. This is actually an hipnopompic image (I don't know if the english term is really this, but is an imagem that your mind create in the moment you just wake up, but is not really awake). The anatomy is not the best, 'cause the picture was made in 2000. I was 15, and more far from the perfection that I still am.
Greek couple, sepia on sulfite, 21 x 29,7cm, 2000.
Hipnagogia
Hipnagogia, um termo que vem do grego hipnos (sono) + agogós ( que conduz) ou estado hipnagógico, é um estado alterado de consciência entre a vigília física e o sono natural, portanto é um estado de transição. Ele pode tanto não ser percebido pelo indivíduo como pode ser percebido por breves instantes ou até prolongadamente. É favorável aos primeiros sinais de estar "saindo do corpo", como a sensação de balonamento ou de leve queda ou leves abalos, enquanto está deitado, aguardando o sono natural. É um estado de consciência favorável para o indivíduo realizar projeções conscientes antes de se cair no sono natural.
Disponível em: CONSCIÊNCIA LÚCIDA: Videoglossário da Conscienciologia - Tema: Hipnagogia
Já as alucinações hipnopômpicas ocorrem nos momentos antes do despertar, e muitas vezes as imagens podem persistir por alguns intantes depois da pessoa despertar.
Vale ressaltar que as duas espécies de alucinações aqui descritas são corriqueiras e acontecem com qualquer pessoa em estado normal, ou seja, sem ter consumido bebidas ou outras substâncias.
Há referências de que o pintor surrealista Salvador Dali usava a hipnagogia como método de criação. Ao sentir sono, ele se sentava numa poltrona com uma chave na mão. No chão, logo abaixo da mão que segurava a chave, ficava um prato. Dalí procurava se manter naquele estado de consciência da fronteira entre a vigília e o sono, no qual as barreiras da lógica são frouxas e começamos a viver uma espécie de delírio cheio de imagens bizarras. Se adormecesse, a chave na sua mão cairia no prato fazendo o acordar. Imediatamente ele tratava de desenhar as imagens que tinha vislumbrado no estado hipnagógico. Assim, Dalí criou muitas de suas telas.
Fonte: http://www.dreamershell.net/forum/viewtopic.php?f=3&t=26
Por muito tempo procurei um nome para essas tais alucinações, que foram e continuam sendo frequentes nas minhas noites de sono. Agora finalmente encontrei um nome pra isso, e fiquei bem entusiasmada com o fato desse estado "ante-sono" ser parte importante do surrealismo.
Disponível em: CONSCIÊNCIA LÚCIDA: Videoglossário da Conscienciologia - Tema: Hipnagogia
Já as alucinações hipnopômpicas ocorrem nos momentos antes do despertar, e muitas vezes as imagens podem persistir por alguns intantes depois da pessoa despertar.
Vale ressaltar que as duas espécies de alucinações aqui descritas são corriqueiras e acontecem com qualquer pessoa em estado normal, ou seja, sem ter consumido bebidas ou outras substâncias.
Há referências de que o pintor surrealista Salvador Dali usava a hipnagogia como método de criação. Ao sentir sono, ele se sentava numa poltrona com uma chave na mão. No chão, logo abaixo da mão que segurava a chave, ficava um prato. Dalí procurava se manter naquele estado de consciência da fronteira entre a vigília e o sono, no qual as barreiras da lógica são frouxas e começamos a viver uma espécie de delírio cheio de imagens bizarras. Se adormecesse, a chave na sua mão cairia no prato fazendo o acordar. Imediatamente ele tratava de desenhar as imagens que tinha vislumbrado no estado hipnagógico. Assim, Dalí criou muitas de suas telas.
Fonte: http://www.dreamershell.net/forum/viewtopic.php?f=3&t=26
Por muito tempo procurei um nome para essas tais alucinações, que foram e continuam sendo frequentes nas minhas noites de sono. Agora finalmente encontrei um nome pra isso, e fiquei bem entusiasmada com o fato desse estado "ante-sono" ser parte importante do surrealismo.
4 de jun. de 2010
SAUDAÇÕES!
Crianças são dotadas de intrigantes características: são capazes de amar incondicionalmente e perdoar sem guardar rancor; encaram o sobrenatural como mais um item corriqueiro e costumam conviver bem entre a realidade e a fantasia, sem se preocupar com o que as pessoas vão pensar quando elas falam sozinhas ou fazem desenhos sem sentido.
Porém as crianças crescem, e ao crescerem deixam para trás os pequenos devaneios que permeiam a infância, transformando-se em respeitáveis senhores e senhoras, de quem se espera atitudes adultas e racionais, como conversas sobre culinária e finanças, reclamações sobre o chefe e, como diversão, um churrasco no domingo com bebidas e futebol.
Bom, nem todas crescem assim.
Algumas, só algumas, acabam tão fascinadas pelas ilusões infantis que simplesmente não conseguem se livrar delas quando se tornam adultas. Estas permanecem assim, confortavelmente entre a realidade e cruel e a insensatez brilhante do imaginário.
Hoje, o fantástico se tornou mais que meu passatempo ou um gosto: é parte de mim e parte de minha vida. Então abri esse espaço, para que minhas criações pudessem ter alguma liberdade e respirar um pouco fora da minha mente.
Convido você, caro desconhecido, a conhecer meu trabalho com a fantasia e o surreal. Seja bem vindo.
Porém as crianças crescem, e ao crescerem deixam para trás os pequenos devaneios que permeiam a infância, transformando-se em respeitáveis senhores e senhoras, de quem se espera atitudes adultas e racionais, como conversas sobre culinária e finanças, reclamações sobre o chefe e, como diversão, um churrasco no domingo com bebidas e futebol.
Bom, nem todas crescem assim.
Algumas, só algumas, acabam tão fascinadas pelas ilusões infantis que simplesmente não conseguem se livrar delas quando se tornam adultas. Estas permanecem assim, confortavelmente entre a realidade e cruel e a insensatez brilhante do imaginário.
Hoje, o fantástico se tornou mais que meu passatempo ou um gosto: é parte de mim e parte de minha vida. Então abri esse espaço, para que minhas criações pudessem ter alguma liberdade e respirar um pouco fora da minha mente.
Convido você, caro desconhecido, a conhecer meu trabalho com a fantasia e o surreal. Seja bem vindo.
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